"Ao longo da muralha que habitamos
Há palavras de vida há palavras de morte
Há palavras imensas,que esperam por nós
E outras frágeis,que deixaram de esperar
Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens,palavras que guardam
O seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras,surdamente,
As mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis À boca
Palavras diamantes palavras nunca escritas
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além da azul onde oxidados morrem
Palavras maternais só sombra só soluço
Só espasmos só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar."
Thursday, January 31, 2008
Tuesday, January 29, 2008
Por vezes sentimo nos presos amarrados a algo k nos prende e impede de seguir em frente... sentimo ns tao presos k ns acomodamos a esse sentimento e deixamos k o cadeado nos impeça de inxergar akilo k realmente faz sentido... a chave esta na nossa mao... e dentro d nos que reside a força o poder e a vontade de deixar o cadeado enferrujado kom o uso de toda uma vida para tras, quebra-lo e partir para uma nova corrente nao tem k ser um acto de loukura... cabe nos a nos transforma lo num acto de libertaçao e alegria... deixarmo nos prender a algo liberta nos... desde que claro nao eskeçamos o mais importante... a chave esta sempre na nossa mao...
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Quero falar e não sei de que...apetece-me correr desalmadamente até nao suportar mais o peso que me curva as costas. ao menos ai descansaria definitivamente. Existe algo que me corroi a alma de saudade, as gargalhadas soam como ecos do passado que um dia foi simplesmente de uma satisfaçao inconsciente, e tao gratificante. ha quem diga que tudo vem e tudo vai, eu digo simplesmente que tudo foi. caí num beiral estagnado, acabou o desvaneio e a porta fechou-se mais uma vez num porto tao igual ao outros que nada tem de especial senao vontade de renascer. mas como o amo...!sinto.me presa aquilo que mais me liberta, mas sem sentimento de avançar ao desconhecido. Numa proxima vida quem sabe nao poderei colocar uma nota no bolso e partir por ai até que ninguem lembre mais o meu nome, ou a minha entidade, recordada apenas como aquela que partiu sem nada dizer. e comigo levaria apenas as melhores recordaçoes e na mao tudo aquilo que me faz lembrar as origens. no entanto esta em mim o poder de mudar tudo isso. basta entregar-me a mim mesma...
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